segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Escutas mostram grupo de PMs recebendo até galinhas como propina no RN


Durante 18 dias, viatura da PM do Rio Grande do Norte circulou com microfones escondidos. Fantástico teve acesso exclusivo às escutas.

No RGN do G1
Foto/Reprodução
Durante dezoito dias, um carro da polícia militar do Rio Grande do Norte circulou com um gravador de áudio escondido. Sem saber que estavam sendo gravados, os policiais escancararam a rotina de achaques, tráfico, roubo e tortura. Com  a descoberta do que acontecia na viatura 924 - a viatura do mal - 12 policiais foram presos.
Veja AQUI reportagem produzido pelo Fantástico, da Rede Globo.
De acordo com as investigações, os PMs detidos receberam dinheiro, queijos e até galinhas para liberar supostos criminosos. Os investigados ainda teriampermitido o tráfico de drogas na região Metropolitana de Natal.
Diálogos
G1 teve acesso aos documentos, que tiveram o sigilo levantado na quarta-feira (30) pela 11ª Vara Criminal.

Um diálogo travado dentro do carro 924 do 9º Batalhão da Polícia Militar é usado pelo MP para ilustrar a série de crimes praticada pelos PMs. Na conversa, os policiais afirmam que "honestidade não vale nada" e questionam por que eles deveriam ser honestos "se os políticos não são". O mesmo carro, segundo o Ministério Público, foi usado para cometer os crimes de associação criminosa, tortura, corrupção passiva, receptação, furto, roubo e prevaricação entre 2014 e 2015.
Para o MP, as interceptações telefônicas e escutas revelam que o os crimes eram algo "rotineiro" para os policiais. Um dos casos mais emblemáticos aconteceu quando os PMs aceitaram duas galinhas e R$ 60 para liberar o suspeito de um crime. Aconteceu no dia 5 de maio deste ano, em uma abordagem de rotina em que os policiais encontram munição no carro de um homem não identificado em Parnamirim, na Grande Natal.
Depois de receberem as galinhas e o dinheiro, os PMs conversam. "Queres vender a tua? Para eu colocar lá no quintal para comer o mato", questiona um deles. O outro recusa a oferta: "Não! Vou ficar com ela! Vem Dias das Mães aí!".
Operação Citronela
A ‘Operação Citronela’ foi realizada no dia 25 de setembro com o objetivo de combater crimes de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro na Zona Oeste de Natal.
O vídeo ao lado mostra o momento em que PMs cruzam o rio Potengi para dar cumprimento a mandados de prisão, busca e apreensão na Favela do Mosquito. Já com o dia claro, acontece o desembarque.
Ao todo, foram cumpridos 23 mandados de busca e apreensão e duas pessoas foram presas. Uma delas foi Joel Rodrigues da Silva, que possui condenação criminal por tráfico de entorpecentes, tendo constituído ao longo do tempo um vasto patrimônio distribuído em nome de terceiros e gerenciado de modo a ocultar a origem ilegal dos recursos.
“Ao longo da investigação ficou comprovado que o grupo é responsável pela gestão de um elevado patrimônio, avaliado em mais de R$ 1 milhão, composto por automóveis de luxo, apartamentos, terrenos em condomínios de praias e em outros locais de alta valorização imobiliária, uma empresa de construção civil, dois salões de beleza e cafeteria em área nobre da capital”, afirmou o MP.
Por fim, foi determinada a indisponibilidade dos bens dos investigados e das empresas utilizadas para lavagem de dinheiro. Também foram apreendidas armas, drogas e considerável quantidade de dinheiro.
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