STF decreta sequestro de contas de Cunha que têm R$ 9 milhões na Suíça

A PGR pretende começar a investigar se Cunha e sua família cometeram o crime de evasão de divisas.
Com
o sequestro das contas, a PGR pretende começar a investigar se Cunha e
sua família cometeram o crime de evasão de divisas, caracterizado pelo
envio ilegal de dinheiro ao exterior sem declaração à Receita Federal.
Zavascki decidiu que os valores poderão ser transferidos para o Brasil, e
o procurador passa a ter autorização para iniciar as investigações, de
acordo com tratado de cooperação assinado com a Suíça.
Na
quinta-feira (15), Zavascki abriu inquérito para investigar as contas
de Cunha. O pedido de abertura do inquérito, feito pela PGR, foi
baseado em informações prestadas pelo Ministério Público da Suíça, que
identificou quatro contas em nome presidente da Câmara naquele país.
Segundo a PGR, além de Cunha, a mulher dele, Claudia Cruz, era uma das
beneficiárias das contas, que movimentaram cerca de US$ 24 milhões.
A
suspeita é que os valores são decorrentes de propina recebida por Cunha
em um contrato da Petrobras para exploração de petróleo em Benin, na
África. Segundo a procuradoria, não há dúvidas sobre a titularidade das contas e da origem dos valores.
Na
semana passada, em nota à imprensa, Cunha reafirmou que não tem contas
no exterior e nunca recebeu “vantagem de qualquer natureza”.
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