Há 80 anos nascia em Natal a Aliança Libertadora Nacional
Nesta
edição, o Observatório da Imprensa revisita o passado para relembrar os
80 anos do Levante Comunista, Revolta ou Insurreição Comunista de 1935.
O movimento que reuniu integrantes da Aliança Libertadora Nacional teve
início em Natal, mas rapidamente se propagou pelo Recife e Rio de
Janeiro. Militares, operários e intelectuais de esquerda lideraram a
insurreição contra o governo de Getúlio Vargas, apoiados pelo Partido
Comunista Brasileiro. E tiveram como principal líder Luís Carlos
Prestes, capitão do exército brasileiro e líder tenentista, nesta altura
convertido ao comunismo.
A ideia era fazer uma revolução baseada na Reforma Agrária com
nacionalização das empresas estrangeiras. Contudo, a Revolta armada não
recebeu o apoio de toda a esquerda, de acordo com a historiadora da FGV,
Alzira Abreu.
Prestes e Olga Benário, enviados por Moscou para reforçar e liderar a
revolta, foram duramente perseguidos e presos. “A deportação de Olga,
mulher de Prestes, foi uma vingança do governo Vargas já que não podia
torturar Prestes porque o desgaste seria muito grande”, afirmou a filha
do casal Anita Benário Prestes.
A repressão ao movimento permitiu que o Congresso Nacional decretasse
o Estado de Guerra, com restrição das liberdades e garantias
individuais e preparou o caminho para que Getúlio Vargas instituísse o
Estado Novo em 1937.
Observatório da Imprensa
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