JUNTOS SOMOS MAIS...
Desde o tempo em que o bacharel em direito Edilton Fernandes chegou para
assumir o Governo do Município, indicado pelas oligarquias, no final da década
de 80, instalando um governo assistencialista em Marcelino, criou-se uma
política em que as pessoas sentiam gratidão ao “paizão do Munícipio”, que
fornecia de tudo pagava conta de água de
luz ,uma feirinha, um agrado aqui acolá
para os pais de família.
Os eleitores daquela época veneravam a “velha raposa”, transmitindo para os
seus filhos, hoje os novos eleitores, essa forma de ser grato ao político e ao
governo que tudo proveem. Foi um passo para o paternalismo e um salto para a
compra de voto declarada, em que os eleitores passaram a ter na chamada “boca
de urna” mais uma forma de beneficiar as pessoas pobres com algum dinheiro ou
agrado no dia de votar.
É por isso que muitos não conseguem enxergar a compra de voto como um crime, tornando-se
algo cultural o hábito de “receber algo” do governo ou dos políticos, inclusive
na hora de votar. Tal realidade pode ser traduzida nas vigílias que se formam a cada véspera de eleição, quando as pessoas
aguardam a “boca de urna”.
Não é fácil mudar no povo o que foi enraizado em uma geração. Porém, já é
possível visualizar uma mudança. Os netos dos órfãos da “velha raposa”
começaram a viver uma nova realidade, seja por meio da formação, com o
surgimento de universidades públicas e faculdades particulares, ou da mudança
do perfil da nova geração.
Porém, ainda existe alguns resquícios do
paternalismo, que torna as pessoas presas fáceis dos políticos e ainda provoca
no povo uma paixão descabida por políticos, a quem os eleitores acham que devem
eterna gratidão. A política tem esse poder de provocar paixões, porém hoje em
dia a maioria das pessoas aprenderam a se desvencilhar dessas armadilhas.
O eleitor pode, sim, agradecer e elogiar as boas ações dos governantes. Afinal,
decisões acertadas merecem reconhecimento. Mas, antes disso, é preciso
compreender que o político é eleito (e bem pago) por nós para executar as ações em benefício da
coletividade. Ele é um servidor público e nos deve satisfação.
O que não pode é que a gratidão por cumprir bem com o seu dever se transforme
em uma paixão ou uma subserviência de bajuladores cegos. O paternalismo do
passado possibilitou um grande atraso para o desenvolvimento do Municipío,
quando a gratidão apaixonada terminou por colocar um cabresto no eleitor.
Não se pode permitir que essa paixão por política ou pelos políticos nos cegue
outra vez. A sociedade não pode ficar refém de qualquer outro tipo de
dependência crônica, como foi o paternalismo do passado. O paternalismo nos
permitiu experimentar a quase vitória de uma oligarquia. Então, não deixemos
que a paixão nos cegue outra vez...É chegada a hora amigo eleitor ,se liberte
desta forma arcaica de votar e vote consciente vote na mudança...
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