sábado, 30 de julho de 2016

JUNTOS SOMOS MAIS...



Desde o tempo em que o bacharel em direito Edilton Fernandes chegou para assumir o Governo do Município, indicado pelas oligarquias, no final da década de 80, instalando um governo assistencialista em Marcelino, criou-se uma política em que as pessoas sentiam gratidão ao “paizão do Munícipio”, que fornecia de tudo pagava conta de água  de luz ,uma feirinha,  um agrado aqui acolá para os pais de família.

Os eleitores daquela época veneravam a “velha raposa”, transmitindo para os seus filhos, hoje os novos eleitores, essa forma de ser grato ao político e ao governo que tudo proveem. Foi um passo para o paternalismo e um salto para a compra de voto declarada, em que os eleitores passaram a ter na chamada “boca de urna” mais uma forma de beneficiar as pessoas pobres com algum dinheiro ou agrado no dia de votar.

É por isso que muitos não conseguem enxergar a compra de voto como um crime, tornando-se algo cultural o hábito de “receber algo” do governo ou dos políticos, inclusive na hora de votar. Tal realidade pode ser traduzida nas vigílias que se formam  a cada véspera de eleição, quando as pessoas aguardam a “boca de urna”.

Não é fácil mudar no povo o que foi enraizado em uma geração. Porém, já é possível visualizar uma mudança. Os netos dos órfãos da “velha raposa” começaram a viver uma nova realidade, seja por meio da formação, com o surgimento de universidades públicas e faculdades particulares, ou da mudança do perfil da nova geração.

Porém, ainda existe alguns  resquícios do paternalismo, que torna as pessoas presas fáceis dos políticos e ainda provoca no povo uma paixão descabida por políticos, a quem os eleitores acham que devem eterna gratidão. A política tem esse poder de provocar paixões, porém hoje em dia a maioria das pessoas  aprenderam  a se desvencilhar dessas armadilhas.

O eleitor pode, sim, agradecer e elogiar as boas ações dos governantes. Afinal, decisões acertadas merecem reconhecimento. Mas, antes disso, é preciso compreender que o político é eleito (e bem pago)  por nós  para executar as ações em benefício da coletividade. Ele é um servidor público e  nos deve satisfação.

O que não pode é que a gratidão por cumprir bem com o seu dever se transforme em uma paixão ou uma subserviência de bajuladores cegos. O paternalismo do passado possibilitou um grande atraso para o desenvolvimento do Municipío, quando a gratidão apaixonada terminou por colocar um cabresto no eleitor.

Não se pode permitir que essa paixão por política ou pelos políticos nos cegue outra vez. A sociedade não pode ficar refém de qualquer outro tipo de dependência crônica, como foi o paternalismo do passado. O paternalismo nos permitiu experimentar a quase vitória de uma oligarquia. Então, não deixemos que a paixão nos cegue outra vez...É chegada a hora amigo eleitor ,se liberte desta forma arcaica de votar e vote consciente vote na mudança...

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