Suplicy e prisão: Quem se importa. Evitei um conflito

O ex-senador e candidato a vereador Eduardo Suplicy (PT-SP) disse não
ter se arrependido de ter protestado contra uma reintegração de posse
em São Paulo, o que o levou a ficar detido por mais de três horas nesta
segunda-feira (25). Ele afirmou que faria tudo de novo se isso evitasse
conflitos mais graves entre moradores e policiais militares. “Prisão?
Quem se importa? Evitei um conflito que poderia ter consequências muito
mais sérias”, disse.
Suplicy disse que chegou a falar com o prefeito Fernando Haddad
(PT-SP), para tentar convencê-lo a suspender a reintegração de posse do
terreno na Cidade Educandário, na região da Rodovia Raposo Tavares, mas
reconheceu que a área é considerada de alto risco, conforme laudos de
engenheiros. “Se Haddad não apoiasse a reintegração, poderia ser
acionado por improbidade administrativa”, explicou Suplicy.
O petista destacou que não pensou duas vezes quando viu moradores e
policiais se aproximando entre si. Para ele, só havia uma alternativa
para evitar um conflito mais grave.
“Decidi me deitar para evitar que
houvesse qualquer ato de violência contra os moradores. O oficial de
justiça e o comandante da PM pediram que eu me levantasse. Disse que não
sairia e desafiei: ‘Se vocês acharem por bem, podem até me carregar. Se
quiserem, me levem’. Foi aí que me levaram para a viatura”, afirmou o
ex-senador.
Ligeiramente emocionado, o ex-senador afirmou “que se tornou mais
humano e mais consciente” após ter passado pela secretaria de Direitos
Humanos da capital paulista.
Sobre as análises jornalísticas de que sua candidatura ganhou força
após a prisão, Suplicy minimiza. “Quando eu decidi deitar-me ali, foi
uma intuição para prevenir um conflito de consequências graves. Não foi
um ato político. O que eu quero é ajudar o prefeito e a cidade de São
Paulo em várias questões críticas”. (BR 247)
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