quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

O desafio em tempos de mentiras


A Rádio Vitória Fm comemora, no 12 de Março, 22 anos no ar ininterrupta em Marcelino Vieira, um feito na região oestana considerando que muitas rádios abriram e fecharam as portas na velocidade das campanhas eleitorais ou de mandatos de governo. Dessas cerca de mais de duas décadas, completei 22 anos acompanhando ,mesmo que por um tempo distante da cidade mas não da rádio.
Cheguei à instituição quando o estúdio  era movido pelo barulho do toca disco e toca fitas, misturado ao barulho vindo dos carros, motos e pessoas que passavam na rua ,pois a emissora começou a funcionar na secretaria da casa paroquial.
De lá para cá, a realidade mudou de forma drástica, com toca disco sendo aposentado definitivamente, o toca fitas substituído pelas máquinas de CD digitais e o barulho charmoso do teclado dos computadores assumindo de vez a inspiração na criação das pastas da play list, parecendo poesia aos ouvidos de quem veio do passado querendo sobreviver na missão de informar.
Por este motivo venho aqui,me dirigir a vocês ,apresentadores do Programa Comando Geral da Rádio Mais fm da cidade do Uiraúna,que não use de forma irresponsável o nome da Rádio Vitória com inverdades e menosprezo,ela é pequena é comunitária ,mais tem 22 anos de história, ela nunca funcionou na sacristia da igreja e pode sim funcionar em um prédio público cedido pelo poder municipal porque não é uma entidade particular e sim de utilidade pública,tem CNPJ E é devidamente autorizada pelo MINISTÉRIO DAS COMUNICAÇÕES.  
O programa Comando Geral, esta igual as redes sociais, da possibilidade de se poder falar de  tudo, sem censura, e a liberdade de qualquer pessoa poder opinar sem estar submetida a filtros.
A negação da verdade é muito mais ampla e feroz, pois não se resume a inventar uma mentira para enganar as pessoas, mas fazê-las negarem sua própria realidade e não enxergarem o que pode parecer óbvio diante dos fatos.
Essas notícias falsas com manchetes apelativas induzem o leitor a acreditar em rumores sem se aprofundar na informação ou checar a veracidade da fonte. E mais ainda: as pessoas acabam externando seus preconceitos e seus pontos de vistas, quando encontram algo que lhes dê razão.
Seja qual for a plataforma futura ou atual, o desafio de independência não só se mantém como aumentou a responsabilidade do jornalismo de perseguir a luz da verdade diante do campo livre para a mentira que se instalou nos meios de comunicação a partir das redes sociais com seu imediatismo cheio de armadilhas.
As transformações pelas quais a Rádio Vitória vem passando e sobrevivendo ao longo dos anos sempre vieram acompanhadas da luta de vários voluntários que passaram pela emissora, como se fosse uma escola de vida cujo teste era diário, principalmente quando o celular não existia e a internet era impensável.
Estamos em um caminho de transformações rápidas, cujo futuro não sabemos precisar, mas a missão do jornalismo apenas se renova, recaindo sobre essa nova fase o importante papel de ser o “carimbador da verdade” ,ou seja, da mentira como matéria-prima de confundir e ludibriar a opinião pública.
E a “Rádio é necessária” apenas renova seu compromisso de continuar mantendo o espírito cultivado desde sua criação, o de independência e, agora, o de buscar sempre a verdade dos fatos. Esse é o legado da Rádio Vitória de qualquer época e em qualquer plataforma.
“O sábio nunca diz tudo que pensa, mas pensa sempre tudo que o diz.” (Aristóteles)


Levino Lacerda de Lima,Presidente da Associação Comunitária Vieirense(A.C.V)

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