quinta-feira, 3 de setembro de 2015

HISTÓRIA SEM FIM



























O corte do fornecimento da energia dos prédios públicos do municipio revela uma face que todos conhecemos, mas que fica parecendo estar oculto por ter se tornado um procedimento corriqueiro: a falta de zelo e de responsabilidade com o bem público. As dívidas vieram sendo acumuladas porque os gestores acham que tudo pode ser empurrado com a barriga em um municipio onde o desmando tornou-se comum.
E o resultado esta ai pra todo mundo ver,R$ 1.180.000,00 (um milhão cento e oitenta e mil reais)em precatórios,dinheiro este, que boa parte poderia ter sido pago se o gestor tivesse feito acordo na época,e agora o povo,digo o povo porque é com o dinheiro do contribuinte  que  vai pagar. Durante 28 meses já descontado no FPM entre 40 e 45 mil reais mensais.
No último dia 28 o prefeito enfim apareceu em público,para inaugurar uma escola na zona rural do município,escola esta que era para ser entregue em dezembro de 2014,uma escola  muito bonita, confortável ,moderna uma escola a altura do povo da Vaca Morta,Oxalá as outras comunidades fossem comtempladas com escolas do mesmo porte e porque não também a sede do município,que já conta  com uma construção em andamento no conjunto Edilton Fernandes desde 2009 e que esta longe de ser concluída o governo federal já repassou quase um milhão de reais,o dinheiro acabou a obra não.enquanto isto inúmeras crianças estudam em lugares inadequados, sem espaço para estudar e para brincar,cito como exemplo a escola Alexandre Nonato que funciona nos fundos de uma casa.  
Homens e mulheres públicos passaram a não mais temer o julgamento popular, porque eles sabem que podem comprar o voto; não se importam com fiscalização, porque ninguém fiscaliza mesmo; e não se preocupam em punição, porque a impunidade é uma instituição forte no Brasil do mensalão e do petrolão.
Foi assim que as escolas públicas municipais rurais chegaram ao nível de desmantelamento, sob a desculpa esfarrapadas que atravessaram ao menos duas administrações.
Mas alguns blogs ligados ao gestor só postam  o lado colorido das  escolas municipais,no fim desta postagem iremos postar algumas imagens do lado escuro das nossas escolas municipais.
Os prédios públicos também ficaram caindo aos pedaços por falta de manutenção básica,exemplo disto o matadouro  e o antigo açougue  público  mas não somente por incompetência pura e simples, e sim porque alugar prédios privados para abrigar órgãos públicos também é uma indústria de fazer dinheiro.
Em administrações onde não há zelo com o patrimônio nem com os recursos públicos, os bens e serviços vão se desmantelando sem que haja vontade política de consertar e evitar que o sucateamento avance. Afinal, os olhares dos administradores estão voltados para outras prioridades, que não é a de manter o bem público para favorecer o cidadão.
Seria como pais de famílias não consertassem aquilo que fosse quebrando em sua casa, nem ligando para o equilíbrio do orçamento familiar, o que fatalmente iria resultar em um lar destroçado fisicamente e financeiramente, fazendo desandar tudo aquilo que as pessoas precisam manter para o bem comum e o bem-estar coletivo.
A administração pública não passa disso: uma casa onde os administradores não a tratam como um lar, e sim como um local de onde se serve e não se cuida, pois pode ficar tudo destroçado e vandalizado, porque os cofres públicos logo estarão cheios de novo, a cada mês, com repasse de recursos federais e recolhimento de impostos do cidadão.
Nem como “galinha dos ovos de ouro” o bem público é tratado, pois se fosse como tal, a galinha já teria morrido há tempos. A estrutura do municipio é como se fosse uma mansão sem dono, na qual o que interessa é apenas o cofre. O resto é que se dane.

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