HISTÓRIA SEM FIM
O corte do fornecimento da energia dos prédios
públicos do municipio revela uma face que todos conhecemos, mas que fica
parecendo estar oculto por ter se tornado um procedimento corriqueiro: a falta
de zelo e de responsabilidade com o bem público. As dívidas vieram sendo
acumuladas porque os gestores acham que tudo pode ser empurrado com a barriga
em um municipio onde o desmando tornou-se comum.
E o resultado esta ai pra todo mundo ver,R$
1.180.000,00 (um milhão cento e oitenta e mil reais)em precatórios,dinheiro
este, que boa parte poderia ter sido pago se o gestor tivesse feito acordo na
época,e agora o povo,digo o povo porque é com o dinheiro do contribuinte que
vai pagar. Durante 28 meses já descontado no FPM entre 40 e 45 mil reais
mensais.
No último dia 28 o prefeito enfim apareceu em
público,para inaugurar uma escola na zona rural do município,escola esta que
era para ser entregue em dezembro de 2014,uma escola muito bonita, confortável ,moderna uma escola
a altura do povo da Vaca Morta,Oxalá as outras comunidades fossem comtempladas
com escolas do mesmo porte e porque não também a sede do município,que já
conta com uma construção em andamento no
conjunto Edilton Fernandes desde 2009 e que esta longe de ser concluída o
governo federal já repassou quase um milhão de reais,o dinheiro acabou a obra
não.enquanto isto inúmeras crianças estudam em lugares inadequados, sem espaço
para estudar e para brincar,cito como exemplo a escola Alexandre Nonato que
funciona nos fundos de uma casa.
Homens e mulheres públicos passaram a não mais
temer o julgamento popular, porque eles sabem que podem comprar o voto; não se
importam com fiscalização, porque ninguém fiscaliza mesmo; e não se preocupam
em punição, porque a impunidade é uma instituição forte no Brasil do mensalão e
do petrolão.
Foi assim que as escolas públicas municipais rurais
chegaram ao nível de desmantelamento, sob a desculpa esfarrapadas que
atravessaram ao menos duas administrações.
Mas alguns blogs ligados ao gestor só postam o lado colorido das escolas municipais,no fim desta postagem
iremos postar algumas imagens do lado escuro das nossas escolas municipais.
Os prédios públicos também ficaram caindo aos
pedaços por falta de manutenção básica,exemplo disto o matadouro e o antigo açougue público mas não somente por incompetência pura e
simples, e sim porque alugar prédios privados para abrigar órgãos públicos
também é uma indústria de fazer dinheiro.
Em administrações onde não há zelo com o
patrimônio nem com os recursos públicos, os bens e serviços vão se
desmantelando sem que haja vontade política de consertar e evitar que o
sucateamento avance. Afinal, os olhares dos administradores estão voltados para
outras prioridades, que não é a de manter o bem público para favorecer o
cidadão.
Seria como pais de famílias não consertassem
aquilo que fosse quebrando em sua casa, nem ligando para o equilíbrio do
orçamento familiar, o que fatalmente iria resultar em um lar destroçado
fisicamente e financeiramente, fazendo desandar tudo aquilo que as pessoas
precisam manter para o bem comum e o bem-estar coletivo.
A administração pública não passa disso: uma casa
onde os administradores não a tratam como um lar, e sim como um local de onde
se serve e não se cuida, pois pode ficar tudo destroçado e vandalizado, porque
os cofres públicos logo estarão cheios de novo, a cada mês, com repasse de
recursos federais e recolhimento de impostos do cidadão.
Nem como “galinha dos ovos de ouro” o bem público
é tratado, pois se fosse como tal, a galinha já teria morrido há tempos. A
estrutura do municipio é como se fosse uma mansão sem dono, na qual o que
interessa é apenas o cofre. O resto é que se dane.























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