terça-feira, 24 de maio de 2016

O show pode esperar



Desde o ano passado que os governantes locais vêm chorando uma crise sem precedentes em Marcelino, lançando a culpa pelos principais problemas administrativos à falta de recursos financeiros, principalmente em virtude da redução do  Fundo de Participação do Município (FPM).
Porém, nos últimos meses, a população tem presenciado gastos que podem ser considerados desnecessários mediante à crise que se instalou em vários setores, principalmente na saúde, educação e segurança. E isso sem contar nas nomeações quase que diárias de cargos comissionados e de temporários.
Para ter um exemplo bem atual, o prefeito viajou para Brasilia  para participar da marcha dos prefeitos,ficando vários dias na Capital Federal as custas do município,para não resolver nada,pois foi no mesmo período que Brasilia estava um caos, a votação para o afastamento da Presidenta Dilma e mais   a Prefeitura contratou por  R$ 30 mil reais a banda de Briola , enquanto a cidade vive caos no abastecimento de água,e atraso no pagamento dos servidores .
É preciso deixar bem claro que não se trata de nenhuma campanha contra ou simples preconceito à FESTA, e sim  a questão de prioridade para se aplicar recursos públicos em uma cidade afundada pela deficiência em setores urgentes.
A população merece shows de artistas locais os de renome nacional, porém que seja em momentos apropriados e, ainda assim, com preços justos, longe da corrupção que assola estas terras já devastadas pelos desmandos. os artistas poderiam esperar que a cidade recuperasse seus hospitais,  ruas esburacadas, trânsito caótico e escolas deficientes.
Nenhum show, seja de que artista for, é digno de ocorrer enquanto a população doente muitas vezes tem que se deslocar até as cidades vizinhas para se consultar ou fazer algum procedimento médico simples como tomar soro. Nenhum gasto é mais urgente do que uma saúde descente.
O circo poderia ficar para depois, quando as autoridades resolvessem ou amenizassem os graves problemas que nos afligem. Queremos diversão e arte, sim, mas desde que o dinheiro aplicado em forró ou qualquer outro ritmo, não esteja fazendo falta nos hospitais, nas escolas e na segurança pública.
A decretação de estado de emergência pela  População  na saúde e as graves deficiências na segurança pública bem como nas escolas públicas não combinam com festas públicas. Se estamos em crise, então é preciso que se corte na carne.
Nenhum pai ou mãe de família em sã consciência irá tirar dinheiro do remédio de um filho doente ou para comprar material ou escolar, por exemplo, para fazer festa ou farra. Primeiro resolvem-se os problemas dentro de casa para depois se pensar em diversão. Essa é uma lição básica, mas que os administradores ignoram. O circo pode esperar.


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